Tytta Ferreira

Esse é um espaço reservado para detalhar e comentar minhas ações e trabalhos, que foram desenvolvidos.

Por que voto em Dilma e Wagner…

28 de julho de 2010

Primeiro vale ressaltar a importância que tem um governo popular e democrático como o do presidente Lula e vale ressaltar ainda que Lula faz parte de um projeto de Brasil, onde negros e brancos, homens e mulheres tem o mesmo direito e a mesma condição de vida digna e justiça universal.

O governo Lula nos deu a oportunidade de expor para toda a comunidade que é possível que uma pessoa da comunidade possa olhar diretamente para um ministro, deputado e chefe de estado e dizer o que pensa com relação às possibilidades de construir uma sociedade, mais justa e igualitária com oportunidades para todos e para todas.

Dilma e Wagner representam essa possibilidade, principalmente para nós negros e desprovidos de uma política pública inclusiva e verdadeira. A Nossa participação nesse processo tem por direito que ser ativa, pois nos foi dado tanto no governo de Lula, quanto no governo Wagner a possibilidade de clamar por nossos direitos, assim como tivemos em diversos momentos um aliado no governo tanto no federal, quanto no estadual (Bahia) e não um inimigo a quem temíamos e deveríamos combater a cada instante.

Por esses e outros motivos é que acredito que estamos trilhando o caminho certo e para tanto temos que continuar caminhando vislumbrando esse horizonte de possibilidades e vivendo os nossos sonhos que estão se tornando reais é que a tinha vontade sai da impessoalidade para se tornar uma luta em favor daqueles e daquelas que não tem a garantia de um acompanhamento social e de políticas públicas de qualidade. Essa trincheira de luta contra aqueles que não tem compromisso com o povo brasileiro, em especial com o nordeste, deve ser fortalecida, não só por mim, mas por todos aqueles que acreditam nesse poderio de transformação.

Antes quando víamos um carro nas lojas era apenas uma possibilidade, hoje a compra de um veículo e de uma moradia digna é uma realidade, assim como uma série de outros investimentos.

Hoje podemos sonhar e termos o direito de vivermos e não só sobrevivermos, por isso VOTO 13, VOTO DILMA PARA PRESIDENTE E WAGNER GOVERNADOR.

Tytta Ferreira

 

Dilma na Web

19 de abril de 2010

Companheir@s

Nesta segunda-feira, 19, às 15 horas, a Dilma Rousseff lançará o seu blog pessoal e seu perfil pessoal nas redes sociais Orkut e Facebook.

Dilma divulgará o endereço de seu blog via o seu twitter e identi.ca pessoal @dilmabr, 40 minutos antes. Fiquem atentos!

Sugerimos e convidamos vocês a realizarem a cobertura em tempo real da atividade em seus blogues, twitter’s e em suas redes sociais.

Lembrando que o evento será transmitido ao vivo no próprio blog pessoal de Dilma.

Acompanhe a transmissão em tempo real pelo seu computador e faça uma boa cobertura.
Use as hashtag #dilmanaweb e #dilma em todos os posts.

Os conteúdos postados por vocês farão a diferença!! (mais…)

NEGRO COMO A NOITE

22 de setembro de 2009

ERISVALDO FERREIRA DE JESUS

NEGRO COMO A NOITE

A HISTÓRIA

Certa vez, numa terra não muito distante de nome nordeste, vivia um jovem negro juntamente com sua família e amigos. O nome do jovem era “NEGRO COMO A NOITE” e ele era um rapaz muito voltado para seus amigos, família e sua história.

Negro como a Noite, como era chamado, era um negro muito lindo que vivia há muitos anos no sertão nordestino, na caatinga, numa comunidade entre amigos e familiares. Ele era muito pobre, todavia, Negro e sua família eram muito felizes, pois a sua pobreza fazia com que eles passassem grandes dificuldades, mas não os impediam de serem felizes e alegres, pois, Negro como a Noite tinha diversos dons, juntamente com sua família eles eram exímios caçadores, pescadores, além plantarem e cultivarem a terra muito bem, evitando o desmatamento e o uso indiscriminado dos recursos naturais.

Mesmo vivendo nessa comunidade tradicional entre amigos e pessoas queridas, naquela localidade existiam pessoas ruins, os grileiros, donos de fazendas, chegaram naquela localidade dizendo que as pessoas teriam que sair de suas casas, pois a terra pertenciam a eles. E caso as pessoas não deixassem suas casas, ou reconhecessem que a casa era dos fazendeiros eles iriam usar a força para banir as pessoas daquela localidade.

Mas, Negro como a Noite juntamente com outras pessoas da comunidade lutavam para garantir seu sustento e seu lar.

Certa vez, ao cair do dia, Negro como a Noite estava conversando com sua mãe:

- Mãe, estava pensando em sair e conhecer pessoas diferentes, melhorar a qualidade da vida da senhora, de meus irmãos e meu pai, que tanto trabalha e está doente e, mesmo assim, continua trabalhando sem poder se curar. E principalmente buscar ajuda para garantir as nossas terras e casas.

(Casa de Negro como a Noite)

A mãe de Negro como a Noite, então falou:

- Meu filho, será muito triste a sua partida, será que todos juntos aqui, não poderíamos conseguir melhorar e continuar nossa vida calma e feliz?

Negro como a Noite então falou:

- Bem que gostaria mãe, mas infelizmente as coisas estão realmente ficando difícil, pois, as pessoas não olham a gente como se fôssemos pessoas, muito pelo contrário, negam oportunidades e acham que não somos capazes de trabalharmos tão bem quanto eles na lida com as máquinas. Daí, o fato de não conseguirmos coisas melhores aqui na comunidade. O que de fato eles querem é tirar nossas terras e nos mandar embora.

Quando Negro como a Noite partia, duas pessoas encapuzadas o abordaram e falaram:

- Vá embora e não volte mais aqui, caso contrário toda sua família irá morrer, assim como você, e tem outra, suas terras serão nossas e no dia em que você retornar nem mesmo a casa vocês terão, enquanto isso sua família será obrigada a trabalhar para a gente.

Após essa conversa, os homens espancaram Negro como a Noite e o lançaram dentro do rio São Francisco.

Depois de horas agonizando entre a vida e a morte, Negro como a Noite foi resgatado por um senhor bastante idoso e com os traços de cansaço de tanto trabalho e labuta muito forte, contudo, assim que Negro como a Noite abriu seus olhos foi recebido com um grande sorriso. O senhor então disse:

- Jovem, pode ficar tranqüilo, pois o que quer, que tenha acontecido com você, quero que saiba, que aqui você estará a salvo, ninguém te fará mal, pois essa casa é protegida pelas entidades mais justas de todo o mundo.

Ao escutar as palavras do senhor, Negro como a Noite olhou para ele, começou a chorar e disse:

- Me ajude a salvar minha família, meu pai, pois eles estão sendo feitos de escravos na fazenda de um homem malvado e que trata a todos nós como se fôssemos animais e sem nenhum tipo de bondade.

Então o senhor disse:

- Negro como a Noite, esse é o momento de você buscar a verdadeira reviravolta em sua vida e o que eu e minha família pudermos fazer para melhorar a sua vida e ajudar sua família pode ter certeza que assim o faremos.

Com isso, Negro como a Noite começou a estudar e só tinha um objetivo para sua vida, se formar, voltar para sua terra ajudar seus pais, amigos e irmãos e salva-los daquelas pessoas sem nenhum escrúpulo.

Após muito anos de batalha, Negro como a Noite passou no vestibular para cursar o faculdade de Pedagogia, diversas pessoas caçoaram dele e falaram que com aquele curso ele não teria como ajudar sua família. Mas, o senhor disse:

-Negro, faça aquilo que o seu coração está pedindo, não tenha medo, pois seu guia estará sempre ao seu lado te protegendo e te guiando para que você possa de fato ajudar aqueles que você tanto ama.

(Faculdade de Pedagogia)

Após ouvir aquelas palavras, Negro como a Noite abriu um grande sorriso e disse para si:

- É verdade, tudo é possível nessa vida, realmente eu posso, não adianta aquelas poucas pessoas quererem me colocar para baixo, que não conseguirão me desviar de meu objetivo.

Após quatro anos na universidade pública Negro como a Noite chamou o senhor e, com a gratidão e o carinho que tinha, disse:

-Pai, chegou a minha hora de voltar para casa. Agora tenho conhecimento, consegui guardar um pouco do dinheiro do trabalho e agora tenho a ajuda de meu guia. E com os ensinamentos do senhor e da faculdade terei como ajudar e defender meu povo.

Então, olhando para o jovem o senhor disse:

- Meu filho! Sou OLORUM seu pai. Minha missão foi cumprida, segue e salva teu povo, leva pra eles mais informações e o poder de se organizar, seja um grande professor e um verdadeiro guia do saber sistematizado desse povo, tão rico em sabedoria da vida.

Negro como a Noite olhou fixamente para OLORUM e disse:

- Pode ter certeza, chamais abandonarei meu povo!

Voltando para casa, depois de anos sem notícias de seus amigos, de sua família (irmãos, pai e mãe). Negros como a Noite na viagem de trem de volta para casa, ficava olhando pela janela o horizonte e pensando nas dificuldades que enfrentaria para defender as pessoas que ama. Ao se aproximar de sua terra. Ele olhou para o alto e disse:

- Meus avôs! Antepassados, pessoas que amamos e meu guia me abençoem e cuidem de nosso povo nesse momento tão difícil para todos e todas as pessoas que nasceram e cresceram nessa terra.

Ao chegar à casa de seus pais, ele foi recebido com uma grande festa feita pelas pessoas daquela comunidade, no entanto, Negro como a Noite na avistou entre as pessoas da festa, seu pai e então perguntou:

- Minha mãe, onde está meu pai?

Então a mãe falou:

- Infelizmente ele foi morto pelos fazendeiros que queriam tirar as nossas terras, mas ele resistiu e tentou denunciar à justiça, num certo dia ele foi encontrado morto no matagal. No dia seguinte, capangas dos grileiros apareceram e disseram que aquilo era um aviso para todas a pessoas que tentassem algum tipo de revolta, ou questionassem os atos dos fazendeiros.

No dia seguinte, Negro como a Noite resolveu fazer uma reunião com toda a comunidade e autoridades da região, que lutavam pelo bem-estar da comunidade; depois da reunião, ficou definido que vários documentos seriam encaminhados à justiça e diversos projetos políticos educacionais se iniciariam naquela localidade.

Diante das diversas ações, vários grupos e organizações sociais tomaram parte daquela situação que o povo daquela localidade estava passando e decidiram se juntar aquela luta árdua para garantir a vida e a moradia daquelas pessoas tão sofridas.

Após anos de luta e derramamento de sangue inocente, felizmente a justiça olhou para aquele povo sofrido, mas lutador e decidiu que as terras em que aquelas pessoas viviam a centenas de anos pertenciam às pessoas que viviam ali.

Negro como a Noite juntamente com outras pessoas descobriram os mandantes e os assassinos de seu pais e os colocaram atrás das grades.

Depois que os moradores foram reconhecidos legalmente, como os verdadeiros donos das terras da comunidade, os moradores se organizaram e decidiram fazer uma grande festa para comemorar a conquista de todos e homenagear Negro como a Noite, por tudo que ele fez junto a comunidade.

Durante a festa, Negro como a Noite caiu no chão e se pôs a chorar, dizendo as seguintes palavras:

- Pai, meu Pai! Meu guia, minha luz! Muito obrigado OLORUM, que de agora por diante nosso povo possa viver feliz e com dignidade. Que nós não venhamos a ser vistos como animais e pessoas sem nenhum tipo de identidade e inteligência, pois somos fortes, bonitos e lutadores, assim como qualquer outra pessoa somos capazes de melhorar o mundo, e somos bonitos, muito bonitos… Nossos cabelos… Boca… Corpo… De fato, somos bonitos, somos negros, temos nossa história e queremos respeito e a garantia de nossos direitos.

Salve o povo negro! Salve a Zumbi! Salve o povo de OLORUM e de todos os Orixás!

Texto escrito como requisito de avaliação da disciplina Literatura e Educação, do Departamento de Educação, Campus I da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, solicitado pela Professora Mestra, Maria Antonia.

JESUS. Erisvaldo Ferreira. Negro Como a Noite. Salvador – Bahia, 2009.

AINDA TEMOS TEMPO DE VIVER NOSSOS SONHOS

19 de agosto de 2009

Erisvaldo Ferreira de Jesus (Tytta Ferreira). Estudante do 3º Semestre de Pedagogia – Licenciatura Plena, do Departamento de Educação do Campus I da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Ex-conselheiro Nacional e atual Conselheiro Estadual (Bahia) de Juventude. Diretor Executivo do ICOJUDE – Instituto de Comunicação e Juventude Diário Nordestino e Coordenador de Juventude do CECUP – Centro de Educação e Cultura Popular.

 

Que sonho é esse, que sonhamos todos os dias com medo de morrer? Que vida é essa que vivemos todos os dias com medo de sonhar?

Os sons que escutamos dia após dia não são os toques suaves e badalados dos tambores, mas sim sirenes de policia, ou de ambulância anunciando que mais um negro, ou uma negra vai morrer, ou já foi morto, ou morta!

Falam que foram os gregos que descobriram a matemática, a medicina entre outros, mas e quando se constrói um monumento como uma pirâmide, não são necessários cálculos matemáticos? E quando se mumifica uma pessoa, não são necessários conhecimentos médicos? È verdade, não basta diminuir e roubar as nossas conquistas, agora eles tiram abertamente o nosso maior bem, como se fosse algo banal e com o maior e o mais absurdo bordão: “ele era ladrão”, ou “ele é envolvido com o tráfico”.

Na verdade, somos de fato traficados, pois nunca nos perguntaram, nem mesmo aos nossos antepassados, se eles queriam estar aqui… Muito pelo contrário, isso nos foi imposto, isso nos foi duramente aplicado, pois fomos forçados a estar nessa dura situação.

Que sonho é esse, que sonhamos todos os dias com medo de morrer?

Fui acuado, compelido e obrigado, não tivemos nem tempo de dizer: pra onde? Mas isso nunca importou, até porque, nem mesmo nos dias atuais, quando deixamos nossas casas de fato sabemos para onde vamos.   

Essa não é a história de “João e Maria”; Essa é a história de um povo cansado de morrer, pois a cada negro que é assassinado nessa cidade, nesse estado e país, morre parte de mim. E o incrível é que sinto que o meu corpo é revolto e que quer revolta, mas nem esse direito é dado, pois na necessidade de combater esse desejo de liberdade, nos é obrigado a trabalharmos numa jornada de mais de oito horas diária. Matam-nos todos os dias e de diferentes formas.   

 

“Para participar da revolução africana não basta escrever uma canção revolucionária, é preciso forjar a revolução junto com o povo. E se nós a forjarmos junto com o povo, as canções surgirão por si mesmas e delas mesmas.”

Sèkou Touré, citado por Biko (1999).

 

Qual a verdadeira história de um povo, que luta pelo direito de simplesmente dizer: eu sou livre! E, como deve ser bom poder dizer que: somos cidadãos livres! Mas, livres de tudo e porque não dizer: de todos.

Enquanto, a cor dos olhos for mais importante que a cor da pele ainda haverá guerra” (Bob Marley, 1980). Diante desse atual contexto político, onde os nossos direitos são colocados como meros favores e não como uma verdadeira reparação, ainda haverá guerra, enquanto os senhores de engenho estiverem ocupando os maiores cargos desse país e ditando as leis que regem nosso povo, ainda haverá guerra. Mesmo que essa guerra seja interna, ainda haverá guerra, mesmo que ela seja desrespeitada e pacífica, ainda haverá guerra.

 Mas paremos um momento para refletirmos…

E não estamos em guerra? E no Rio de Janeiro, o que é? No Pernambuco, na Bahia, em Fortaleza, São Paulo e em diversos outros estados brasileiros é o quê? Entretanto, nessa guerra a extrema maioria que tombam todos os dias é de cor negra. 

Engraçado é olhar as lembranças que trago comigo de minha cidade natal, uma pequena cidade no interior do estado da Bahia, como aproximadamente 20.000 habitantes de nome Valente e poder identificar que as desigualdades e violações de direitos são impostas, assim como em qualquer lugar do mundo e mais duramente se esse lugar ficar no interior situado no sertão nordestino, onde ainda existem coronéis, perseguições, assassinatos brutais, situação desumana de vida, cerceamento do direito a saúde, educação e os direitos básicos para poder sobreviver com dignidade. E lazer só existem nos quadrinhos, pois lá é obrigatório o trabalho escravo e desumano.  

Interessante é saber que numa cidade de extrema maioria negra, com 82% da população negra, como Salvador, considerada a maior cidade em número de negros e negras do mundo é onde acontece a maior segregação racial. È onde acontece o maior número de genocídios e aberrações; Onde representações políticas de cor negra, só se dão nos guetos e nas periferias, nunca no comando da cidade, pois esse papel supostamente nos foi privado.

E daí! Não desistiremos. “Nem que morte me mate” (Zé e Laurentino), pois, lutar está no sangue, na vida e na história dessa diáspora africana, lutaremos, há como lutaremos! Pois nossa vida não faz sentido sem lutar, dependemos dessas revoltas para continuarmos vivos.      .

O Ilê Ayê diz que: ”pode me chamar de negão”. Como eu de fato queria que me chamassem de negão, mas chamar-me-ei de quê? Como me chamarão? Será que realmente me chamarão de negão? Sem nenhum tipo de negação, ou rebaixamento da expressão? Sei quem eu sou. E me considero negro, evidentemente que me importa a forma como a sociedade me tratar, pois tenho a necessidade de ser reconhecido, respeitado e valorizado como tal e não abrirei mão de que essa expressão “NEGÃO” seja repleta de marcas vitoriosas e de lutas.

   Atualmente diversas pessoas: adolescentes, jovens, adultos, idosos, entre outros irmãos e irmãs de cor, lutam nas mais diversas trincheiras para garantirem que nossos direitos sejam garantidos e preservados. E porque não ressaltar essas lutas?  A marcha de ZUMBI, a revolta dos Malês, a luta dos movimentos populares e sem terra, a luta real de nossa sociedade pobre e evidentemente negra, enquanto resistência ao poder oligárquico e racista, que se propõe a fazer uma verdadeira limpeza étnica na cidade de Salvador e se possível na pátria amada.   

Tomara que quando o representante da ONU – Organização das Nações Unidas chegue ao Brasil e principalmente na cidade de Salvador, ainda haja negros para denunciarem a violação da declaração dos Direitos Humanos e a limpeza étnica imposta pelo estado, violando toda e qualquer movimentação popular, ou como já diz um seguimento do movimento social contra o genocídio de negros e negras: “Reaja, ou será morto, Reaja, ou será morta”.

 

Salvador – Bahia, 15 de maio de 2009.

Seminário baiano discute o Plano Nacional de Juven

18 de dezembro de 2007

Em todo o país, a juventude está sendo chamada para ajudar a escrever o texto do Projeto de Lei nº 4.530/04, em tramitação na Câmara dos Deputados, que aprova o Plano Nacional da Juventude. A Bahia não poderia ficar de fora deste processo e vai realizar um Seminário Regional, quando irá discutir e apresentar propostas para o aprimoramento do projeto, compatibilizando os objetivos e metas nacionais com as realidades locais e regionais. O seminário deve eleger 13 delegados que representarão o Estado no Encontro Nacional, que acontecerá em Brasília.

O Seminário Regional, que será coordenado pelo mandato da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), está sendo construído em conjunto com as entidades e organizações juvenis e será realizado neste final de semana no Terminal turístico de Portão, em Lauro de Freitas.

Confira abaixo a programação:

25 de Março

08:00 – Credenciamento

09:00 – Abertura oficial

- Alice Portugal (Deputada Federal)

- Moema Gramacho (Prefeita do Município de Lauro de Freitas)

- Prefeitura Municipal de Salvador

- Danilo Moreira (Membro da Secretaria Nacional de Juventude)

- Tytta Ferreira (Coordenação do GT de Reestruturação e Reformulação do CNJ)

09:30 – Apresentação do Plano Nacional de Juventude

10:00 – O Marco Legal da Juventude

10:45 – Debate

12:30 – Almoço

14:00 – Apresentação Cultural

14:30 – Início dos GTs

18:00 – Encerramento do dia

26 de Março

07:00– Café coletivo

09:00– GTs

- Sistematização das propostas / Escolha das delegadas

12:30 – Almoço

14:00 – Apresentação Cultural

14:30 – Discussão dos resultados

16:00 – Plenária Final

17:30 – Encerramento

Muito Reggae no encerramento da Semana Negra

28 de novembro de 2007

O dia da Consciência Negra nunca foi tão comemorado em Conceição do Coité. As atividades foram encerradas na avenida ao som de um potente trio elétrico, e no repertorio muito reggae tocado por Dueto e Dissidência, uma das maiores bandas de Reggae da Bahia. Os festejos marcaram o encerramento da I Semana Negra do Território do Sisal, evento que recebeu centenas de jovens de 28 municípios que compõe o território, que participaram de três dias de diversas atividades, no Centro Comunitário Padre Luiz Rodrigues e auditório do Sindicato dos Trabalhadores de Conceição do Coité.

O movimento Revolution Reggae coordenou as atividades, juntamente com a Rede de Jovens Nordeste, Centro de Educação e Cultura Popular, (CECUP) e Instituto de Comunicação e Juventude Diário Nordestino (ICOJUDE) entre outras entidades e organizações.
A semana Negra serviu para que todas as propostas e discussões de políticas públicas da conferência livre sejam enviadas para Brasília, para a conferência nacional.

A terça-feira foi marcada por comemoração e protesto, os manifestantes foram às ruas dá o grito de liberdade, numa manifestação contra uma parte da sociedade que não aceita o pedido de igualdade que vem sendo feito a centenas de anos. À noite mais protesto só que acompanhado de alegria, pois a negritude conseguiu proporcionar um grande movimento, inclusive colocando um trio elétrico puxando milhares de pessoas a maioria descriminada pela sociedade, mas que deram exemplo de cidadania.

http://www.kallylanoticias.com/

Daqui pra frente

20 de junho de 2007

(Material produzido, no Seminário Nacional do Conselho Nacional de Juventude)

A iminente aprovação do Plano Nacional de Juventude e o novo mandato presidencial geram expectativas e desafios para gestores e sociedade civil.

“O presidente tem como desafio consolidar uma política nacional de juventude. Espero que a juventude vire lei e que o debate sobre a construção e a proposta do Estatuto da Juventude seja ampliado. É importante abrir uma discussão politizada e não uma discussão etária para fazer a juventude dialogar e interferir diretamente nas políticas públicas. É preciso potencializar o que já existe e ao mesmo tempo pautar, monitorar, cobrar e criar novos espaços.”
Tita Ferreira, 25 anos, conselheiro nacional da juventude pela Rede Jovem do Nordeste.

http://www.aracati.org.br/portal/aracati/noticias_anteriores_10.htm 

Diante de conselheiros presidente destaca educação

23 de maio de 2007

 

Ao receber, no Palácio do Planalto, integrantes do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que a educação de qualidade é uma das prioridades de seu governo e, por isso, pretende consolidar o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) - lançado recentemente com o objetivo de tornar a gestão escolar mais eficiente no país - com a mesma urgência e rapidez que o governo está consolidando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula, no entanto, reconheceu o desafio do governo para implementar o PDE em sua totalidade. “O PDE, que fizemos agora para a educação, é possivelmente a mais importante mudança no sistema educacional brasileiro desses últimos cem anos e será uma tarefa muito dura e árdua para que a gente consiga implementá-lo em sua totalidade”, disse. Ele afirmou, no entanto, estar convencido de que o PDE "pode ser uma alavanca extraordinária" para que o governo possa ajudar a juventude brasileira.

Ao destacar a sua preocupação com as questões juvenis, o presidente Lula voltou a criticar a proposta, em tramitação no Congresso Nacional, que visa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. Para Lula, não se pode pensar em como punir a juventude sem pensar em como punir os governantes do passado, que são, segundo ele, “os responsáveis” pelos problemas de hoje.

“Se um jovem cometeu delitos, tem de ser punido, mas temos que lembrar que esse jovem é praticamente resultado de 25 anos em que não se apostou na educação, no desenvolvimento desse país”, disse. E acrescentou: “Muito mais do que aumentar o castigo para a juventude, achando que vamos resolver os problemas, nós temos é que estender a mão e descobrir as palavras e as atitudes corretas para que esse jovem possa ter uma esperança”.

Durante encontro com Lula, os conselheiros do Conjuve reafirmaram a posição contrária à redução da maioridade penal e destacaram a importância do trabalho que está sendo desenvolvido pelo governo federal na integração dos programas voltados para a juventude.

Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil

Jovens e participação política

6 de dezembro de 2006

Acompanhe e participe da discussão sobre a polêmica propaganda da MTV pelo bate-papo organizado no site EducaRede, mas antes consulte o documento veiculado pelos membros do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve, intitulado Juventude, Participação e Eleições, muito mais a dizer http://www.educarede.org.br/educa/img_conteudo/mtv_nota_imprensa.htm

Nota à Imprensa: Organizações da Sociedade Civil e Especialistas membros do Conselho Nacional de Juventude.

Nós, representantes de organizações da sociedade civil e especialistas, com atuação em todas as regiões do país, membros do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve –, após debate realizado durante a 5ª Reunião Ordinária deste Conselho, decidimos manifestar nossa preocupação com a “Campanha – MTV: Ovos e Tomates”, que trata das eleições de 2006.

Consideramos que a emissora tem o direito de manifestar suas opiniões e para tanto usar os recursos publicitários que julgar adequados. No entanto, a veemência e o sentido da mensagem veiculada nos preocupa. Segundo nossa percepção, ela condena a priori o processo eleitoral, sem indagar sobre qual é a predisposição de jovens para votar e para participar.

Não obstante, os dados do alistamento eleitoral para 2006, divulgados pelo TSE, mostram um aumento de 39%, em relação a 2002, do número de eleitores de 16 e 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Importante: foi nesta faixa etária o maior crescimento proporcional de eleitores.

Além disto, segundo a pesquisa Juventudes Brasileiras, recentemente divulgada pela UNESCO, 68,8% dos jovens de 15 a 29 anos, responderam acreditar que o voto pode mudar a situação do país e 66,6% deles afirmaram não ser aceitável não votar nas eleições.

A estas informações somam-se as experiências de participação que temos acompanhado de perto. Nos grêmios estudantis, centros acadêmicos, nas posses de Hip-Hop, nas Ong´s, nos movimentos de mulheres, de jovens rurais, nos grupos culturais, sindicais, religiosos e esportivos há jovens preocupados em valorizar a participação cidadã, considerando fundamental o exercício do voto. Aqui cabe destacar as Campanhas pelo Voto aos 16 realizadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e pela Rede de Jovens do Nordeste (RJNE). Estas Campanhas não só convocam os jovens ao alistamento eleitoral e à escolha responsável de candidatos como, também, incentivam o acompanhamento posterior do desempenho dos eleitos.

Do nosso ponto de vista, convocação ao uso de “ovos e tomates”, durante o período eleitoral – mesmo como recurso da linguagem publicitária – não contribui para a superação dos reais problemas de corrupção e violência em nossa sociedade, aspecto argumentativo que esta mesma Campanha da MTV procura evidenciar.

Compreendemos que pode parecer mais “realista” e comunicativo expressar, com ironia, desilusões e opiniões correntes relativas ao nosso sistema político eleitoral. No entanto, acreditamos que os veículos de comunicação, para cumprir com seu papel informativo, necessitam encontrar formas criativas para expressar experiências e predisposições diversas e presentes na sociedade brasileira de hoje. Este é o sentido desta nota.

Esperamos que a MTV, e também outros veículos, construam agendas e espaços para a expressão das idéias de diferentes setores da juventude brasileira que acreditam que as eleições são imprescindíveis para o fortalecimento da democracia. Desta forma, também estaremos valorizando a função pública dos meios de comunicação.

Nos colocamos a disposição para mais esclarecimentos e afirmamos nosso compromisso em estarmos presentes em todos os debates públicos que se fizerem necessários.

Brasília, 25 de julho de 2006.

Contatos:

Daniel Cara – Vice-Presidente do Conselho Nacional de Juventude e Coordenador Geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
daniel.cara@acaoeducativa.org

Erisvaldo Ferreira (Tytta) – Conselheiro Representante da Rede de Jovens do Nordeste
tyttaferreira@yahoo.com.br

Thiago Franco – Presidente da UBES
presidente@ubes.org.br

CONSELHO NACIONAL DE JUVENTUDE
COMPOSIÇÃO DOS MEMBROS DA SOCIEDADE CIVIL

ENTIDADES E MOVIMENTOS

AÇÃO EDUCATIVA – ASSESSORIA, PESQUISA E INFORMAÇÃO
ADESC – ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA CIDADANIA E COMUNICAÇÃO
ANPG – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS - GRADUANDOS
ASSOCIÇÃO DE ESTUDANTES INDÍGENAS-/MS
ASTRA DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA GLBT
BAGUNÇAÇO
BRASIL JÚNIOR
CEAFRO
CIDADE ESCOLA APRENDIZ
CLAI – CONSELHO LATINO AMERICANDO DE IGREJAS
CONAJE - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS JOVENS EMPRESÁRIOS
CONAQ - COORD. NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DAS COMUNIDADES NEGRAS RURAIS QUILOMBOLA
CONTAG – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA
CONTATO – CENTRO DE REFERÊNCIA DA JUVENTUDE
CPC – CENTRO POPULAR DE CULTURA
CRIOLA
CUCA – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CULTURA E ARTE
CUFA/FRENTE BRASILEIRA DE HIP HOP
CUT – CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
ESCOLA DE GENTE COMUNICAÇÃO EM INCLUSÃO
FETRAF – FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA FAMILIAR
FORÇA SINDICAL
FUNDAÇÃO ABRINQ
FUNDAÇÃO GOL DE LETRA
GIFE – GRUPO DE INSTITUTOS, FUNDAÇÕES E EMPRESAS
GRUPO ARCO-ÍRIS DE CONSCIENTIZAÇÃO HOMOSSEXUAL
GTA – GRUPO DE TRÁBALO AMAZÔNICO
IBASE – INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS
INSTITUTO AYRTON SENNA
INSTITUTO SOU DA PAZ
MEP – MOVIMENTO EVANGÉLICO PROGRESSITA
MHHOB – MOVIMENTO HIP HOP PRGANIZADO BRASIELIRO
NAÇÃO HIP HOP BRASIL
OBJ – ORGANIZAÇÃO BRASILEIRA DE JUVENTUDE
OBSERVATÓRIO DA JUVENTUDE UFF
OBSERVATÓRIO DA JUVENTUDE UFMG
PASTORAL DA JUVENTUDE
PROJETO CASULO
REDE DE JOVENS DO NORDESTE
REDE FEMINISTA DE SAÚDE
REJUMA – REDE DE JUVENTUDE PELO MEIO – AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE
RENAJU - REDE NACIONAL DE ORGANIZAÇÕES DE JUVENTUDE
ROCINHA XXI
UBES – UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS
UEB – UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL
UNE – UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES
VIVA RIO

ESPECIALISTAS

HELENA WENDEL ABRAMO
JOSÉ ALEXANDRE SANTOS
LIVIA DE TOMMASI
MARCELO YUKA
MARCOS ROLIM
MARY GARCIA CASTRO
MIRIAM ABRAMOVAY

Integrantes do CNJ protestam contra Prog. da MTV

Brasília, 28/7/06 – Um programa irônico que não reflete o pensamento real do jovem brasileiro sobre o cenário político atual. Assim pode-se resumir o texto do manifesto lançado pelo Conselho Nacional da Juventude (CNJ) contra o programa “Ovos e Tomates”, apresentado pela MTV. Veiculado pela emissora no Brasil, a produção feita para o público jovem, de acordo com a CNJ, orienta a todos para que dêem ovos e tomates para deputados, senadores e candidatos a governadores e presidenciáveis, porque, para os produtores da atração, a classe política não tem mais recuperação moral. Voto não tem preço, tem conseqüência “Acreditamos que os jovens podem mudar o rumo da nação, cobrando de seus governantes respeito, e compromisso para com seus eleitores” disse Tytta, integrante da Rede Jovem do Nordeste, responsável por um programa de ações que trabalham com a conscientização política dos adolescentes, através da campanha: “Voto não tem preço, voto tem conseqüência”, onde reúne jovens de várias idades para fomentar, engajar e otimizar os futuros eleitores como cidadãos, responsáveis para votar de forma consciente nas eleições de outubro próximo. O conteúdo do manifesto, também assinado por Thiago Franco (presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas) Tytta e Erisvaldo Ferreira, da Rede de Jovens do Nordeste diz que “espera que a MTV e os outros meios de Comunicação construam agendas e espaços para expressão das idéias da diferentes setores da juventude brasileira. Pois acreditam que as eleições são formas imprescindíveis para fortalecer a democracia”. Atuação política consciente Dados divulgados pelo TSE para as eleições de 2006, revela um aumento do alistamento de jovens entre 16 e 17 anos, (faixa etária em que o voto é facultativo) de 39%, em relação a 2002. Divulgada pela UNESCO, a pesquisa Juventudes Brasileiras informa que 68,8% dos jovens entre 15 e 29 anos, acreditam que o voto pode mudar a situação do país, Já 66,6% afirmam não ser aceitável votar nas eleições. Fernanda Lopes Correa - ASCOM/FCP

Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://tyttaferreira.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.